sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Se o arqueiro atira uma flecha no vazio, em que ele vai acertar?


A minha busca por um ponto de equilíbrio começou um pouco depois de as crianças terem chegado aqui em casa. O primeiro mês com elas foi um inferno, muitas brigas, gritos, provocações, manhas e brigas... Eu estava cansada de viver daquela forma. Senti que precisa me equilibrar se eu quisesse que meus filhos aprendessem a respeitar os outros, afinal de contas a adulta da relação sou eu: EU tenho o dever de me manter serena na solução dos conflitos e me manter firme para lhes ensinar o que é necessário para serem sujeitos autônomos, responsáveis e satisfeitos com o rumo que escolherem para suas vidas e capazes de mudar aquilo que os insatisfaz.
Um dos primeiros textos que li nesse processo foi um artigo no site da Sociedade Taoísta do Brasil, que fala sobre a necessidade do silêncio interior e de uma capacidade plena de ignorar provocações e ataques nas relações que estabelecemos no cotidiano. Basicamente, fala sobre nos tranformarmos em "alvos no vazio", para manter nossa própria serenidade e capacidade de perceber a realidade sem as lentes dos nossos preconceitos.
Naquele momento esse texto me ajudou a procurar outras estratégias de lidar com meus filhos, especialmente com o Beto. Mas hoje, especialmente hoje, faz ainda muito mais sentido, porque além de tentar fazer isso e conseguir em alguns momentos, preciso de alguém ao meu lado que também estea disposto a se tornar um alvo no vazio. Para aqueles que quiserem conhecer o texto, abaixo o link para o artigo:

O Eu e a garrafa sem fundo

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