domingo, 20 de novembro de 2011

Você!.../Carrega o mundo e não vê que ser.../Feliz é viver o presente e deixar fluir...


Volta e meia esse tema volta à minha vida: na forma de um filosofia, de um álbum de quadrinhos, de um texto de uma amiga, de uma música...

Primeiro foi meio que intencionalmente, afinal de contas, eu estava buscando um caminho: encontrei o Taoísmo, mas esbarrei no meu ceticismo e na minha indignação com as injustiças e desigualdades. Descobri que eu ainda não estou pronta para esta linda filosofia, pois ainda não sei separar o que está e o que não está no meu controle. Por medo de me perder e/ou deixar de fazer a minha parte, acabei desistindo, por agora, de estudar os textos taoístas. Pela Filosofia novamente, mas desta vez acidentalmente, orientada por Luc Ferry (em seu livro "Aprendendo a viver"), me encontrei com os estóicos, que me ensinaram o valor do PRESENTE que a vida nos oferece com cada dia de cada vez, mas encontrei as mesmas limitações.

Ao terminar de ler o álbum "Daytripper", li uma linda carta do pai ao filho que acaba de ser pai, lhe falando que neste momento ele descobre o valor e o sentido da vida, agora que ela deixa de lhe pertencer. Por coincidência, meu filho amado nos disse ainda ontem: "Eu nasci pra tirar o seu sossego. Se não eu não sou filho..." Me fez pensar e sentir de novo em como eu preciso parar um tempo e cuidar de mim e daqueles que eu amo.

Ainda nesses dias mais recentes, li o texto da Ana Carolina Seara que me trouxe novamente a essas reflexões. Para ajudar ainda tem duas músicas interpretadas pelas Chicas, "Paciência" (Lenine) e "Você". Como podem perceber, o tema "Viver o presente" me persegue.

Não sou uma pessoa dada a crendices e pensar em destino certeiro para os seres humanos, mas penso que o fato dessas co-incidências estarem chamando minha atenção se deve ao fato de eu não ser uma boa aluna da Vida e ainda precisar dessa lição.

Mas desta vez estou me esforçando. Eu juro...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Vibe musical


Nesse curto período de descanso tive a feliz oportunidade de redescbrir a música. Por meio dela voltei meus sentidos e atenção para mim mesma, redescbri algumas preferências, identifiquei algumas novas. Também passei a respeitar melhor todos os gêneros musicais, mesmo que estes não me agradem.

Graças a música, consegui suportar melhor os momentos de solidão e me tornei, de novo, sensível às experiências que vivencio no cotidiano. Além disso, ao mesmo tempo que me permitir re-conhecer minhas emoções, foi mais fácil exercer o auto-controle e assim proteger a minha relação com meus filhos. Hoje, posso dizer que nossa relação está ainda mais prazerosa e sensível.

Fui presenteada com luz em formas sonoras. As músicas que descobi me possibilitaram novas ideias e novas reflexões sobre o que acontece à minha volta e me despertaram para o como eu me sinto diante disso tudo. Consegui me conhecer um pouco melhor, pensar mais claramente sobre minha posição no mundo do qual faço parte e, assim. ser um pouco mais dona de mim mesma, retomar as rédeas da minha existência.

E tudo isso foi possível justamente por que a música é, por excelência, a forma mais subjetiva (singular) e, ao mesmo tempo, a mais objetiva (plural), de expressão emocional. Cada pessoa sente a música ao seu modo muito particular. Por outro lado, cada um de nós consegue identificar com uma clareza bastante razoável a emoção que o outro expressa por meio dos sons musicais, mesmo que estes tenham sido compostos por outros...

Sim, estou apaixonada pela Música, esta musa que me possibilitou um pouquinho mais de conhecimento aliado à sensibilidade. E sofro em saber que meu tempo para apreciá-la vai novamente encurtar, ao mesmo tempo em que sei (e temo por isso) que vou novamente endurecer para resistir às rudezas do cotidiano.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O contador de histórias



Estava sem sono e resolvi assistir alguma coisa. Queria assistir algo para desligar a cabeça, mas não achei a série que eu estava com vontade de ver. Comecei a fuçar a lista de filmes que o C. tinha baixado e vi lá "O contador de histórias". Não tinha certeza sobre o que tratava, mas tinha uma séria desconfiança. Confirmada: a versão cinematográfica da vida de Roberto Carlos Ramos. Eu conheço todos os fatos que cercam a institucionalização da infância e juventude no Brasil, mas mesmo assim chorei ao me deparar com tamanha violência: contra a mãe que não vê alternativa para seu filho a não ser entregá-lo ao Estado; contra a criança que se vê privada do amor de sua família por que "casa, comida, cama e comida" é tudo o que alguém pode querer; contra os profissionais que são obrigados a trabalhar nessa dura realidade sem o mínimo de preparo e de apoio; contra sociedade que vê seu futuro sendo destruído e não tem a força e a coragem necessárias para mudar esse cenário...

Chorei também ao presenciar a força tranformadora da crença na potencialidade humana, do amor sincero e do profundo respeito à condição humana. Renova minha fé em um futuro melhor, embora eu tenha ficado triste em saber que, ainda, muitas crianças são violadas em sua humanidade e deixam de acreditar em si mesmas por que o mundo já não acredita nelas há muito tempo...

É um jeito melancólico de terminar essa postagem, mas é assim que eu me sinto nesse momento. Mas ainda assim o filme é uma história de esperança, de força, de coragem, de resiliência... Vale a pena dedicar um tempo para apreciá-lo.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cacos de vida


Palavras registradas em um caderno,
Que descrevem emoções, sentimentos e ações,
E como estas mudam minha vida
A cada dia que morre com a noite.

Um caderno recheado de palavras,
Que espelham estados emocionais,
Às vezes "neutros", às vezes explosivos,
Contudo muitas vezes medianos,
Como exige o meu cotidiano.

Pedaços da minha vida,
Registrando um pouco da minha realidade,
Escondendo um pouco da minha identidade,
Mas nunca revelando minha totalidade.

Isso porque são apenas cacos,
Como um espelho quebrado,
Que nunca refletira a totalidade
E a realidade da imagem original.
(24/06/2002) 
 Resgatei esse poema de um blog antido, com o mesmo nome do poema. Esse poema é muito especial pra mim. É um dos poucos que escrevi, que gosto e que conservo...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Indignações II



Hoje é dia das histórias e notícias indignantes... Eu sei que é notícia velha, mas preciso escrever minha indignação sobre esse fato. Acabei de receber a notícia de que o Tiririca foi escolhido pelo Partido da República (PR) para compor a Comissão Parlamentar de Educação e Cultura. Por favor!!!! Pode ser preconceito de minha parte, mas vamos revisitar alguns fatos: Que mostras públicas ele nos deu até agora de que realmente se interessa em representar os interesses da população? O que ele realmente entende do jogo político e das disputas de poder que continuam a emporcalhar nossas relações sociais? O que ele entende do processo educacional e da instituição Educação? Outra... Como ele pode legislar e fiscalizar o executivo se mal sane ler e escrever?(*)

Bem... Só posso dizer que compartilho da opinião de outros profissionais e interessados na educação sobre esse último processo eleitoral e sobre essa última vergonha da política brasileira.

 
Nota: (*) Estou falando aqui de interpretação e expressão de ideias por meio da escrita e não a simples decodificação sonora que todos aprendemos no nosso falido sistema educacional.

Indignações


Li um post que me deixou indignada. Não com a autora, mas com a situação que ele descreve. (Caminhando por fora)Está na minha lista de favoritos). Conta sobre como ela e colegas da faculdade foram obrigadas a trabalhar de graça em um projeto de pesquisa de uma certa professora e como foram levadas a fraudar os dados por uma série de exigências de "qualidade" e ameaças (como reprovar na disciplina ministrada pela mesma professora). A situação me deixou ainda mais indignada por que não é surpreendente. Situações como essa, geradas por egoísmo e desconhecimento da real função do conhecimento científico, só desacreditam ainda mais o conhecimento, colocando nossa sociedade em uma nova fase de "trevas". Não é à toa que seitas vem ganhando cada vez mais fiéis, pessoas acreditando em bobagens pseudo-científicas, deixando que suas vidas sejam guiadas por superstições e charlatanice...
Continuando assim eu não me surpreenderia se, daqui a alguns anos, estivermos vivendo novamente em uma nova versão do período feudal... Ou será que já estamos?... Vai saber...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Se o arqueiro atira uma flecha no vazio, em que ele vai acertar?


A minha busca por um ponto de equilíbrio começou um pouco depois de as crianças terem chegado aqui em casa. O primeiro mês com elas foi um inferno, muitas brigas, gritos, provocações, manhas e brigas... Eu estava cansada de viver daquela forma. Senti que precisa me equilibrar se eu quisesse que meus filhos aprendessem a respeitar os outros, afinal de contas a adulta da relação sou eu: EU tenho o dever de me manter serena na solução dos conflitos e me manter firme para lhes ensinar o que é necessário para serem sujeitos autônomos, responsáveis e satisfeitos com o rumo que escolherem para suas vidas e capazes de mudar aquilo que os insatisfaz.
Um dos primeiros textos que li nesse processo foi um artigo no site da Sociedade Taoísta do Brasil, que fala sobre a necessidade do silêncio interior e de uma capacidade plena de ignorar provocações e ataques nas relações que estabelecemos no cotidiano. Basicamente, fala sobre nos tranformarmos em "alvos no vazio", para manter nossa própria serenidade e capacidade de perceber a realidade sem as lentes dos nossos preconceitos.
Naquele momento esse texto me ajudou a procurar outras estratégias de lidar com meus filhos, especialmente com o Beto. Mas hoje, especialmente hoje, faz ainda muito mais sentido, porque além de tentar fazer isso e conseguir em alguns momentos, preciso de alguém ao meu lado que também estea disposto a se tornar um alvo no vazio. Para aqueles que quiserem conhecer o texto, abaixo o link para o artigo:

O Eu e a garrafa sem fundo

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O Piquenique das tartarugas

Recebi de uma amiga por e-mail e achei muito interessante...


Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique. As tartarugas, sendo naturalmente lentas, levaram 7 anos preparando-se para o passeio. Passados 6 meses, após acharem o lugar ideal. Mas, ao desembalarem a cesta de piquenique descobriram que estavam sem sal. Então, designaram a tartaruga mais nova para voltar à casa e pegar o sal. (por ser a mais rápida). A pequena tartaruga lamentou, chorou e esperneou, mas concordou em ir com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse.

Três anos se passaram......
Seis anos.........
E a pequenina não tinha retornado. Ao sétimo ano de sua ausência, a tartaruga mais velha já não suportando mais a fome,decidiu desembalar um sanduíche. Nesta hora, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou:
"Viu! Eu sabia que vocês não iam me esperar. Agora que eu não vou mesmo buscar o sal."


Algumas vezes em nossa vida as coisas acontecem da mesma forma. Desperdiçamos nosso tempo esperando
que as pessoas vivam à altura de nossas expectativas. Ficamos tão preocupados com o que os outros estão fazendo que deixamos de fazer o que nos compete. Como disse Mário Quintana:


"O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso".


Por isso, vivamos nossa vida e deixemos de nos preocupar com a opinião e o interesse dos outros por nós.
"Não venci todas as vezes que lutei.
Mas perdi todas as vezes que deixei de lutar!"

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Se você fosse um cachorro, aprenderia as coisas assim:


Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro.
Nunca perca uma oportunidade de ir passear.
Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.
Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.
Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar.
Corra, pule e brinque todos os dias.
Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem.
Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.
Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore.
Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
Não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado...volte e faça as pazes novamente.
Aproveite o prazer de uma longa caminhada.
Se alimente com gosto e entusiasmo.
Coma só o suficiente.
Seja leal.
Nunca pretenda ser o que você não é.
E o MAIS importante de tudo....
Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar.
A amizade verdadeira não aceita imitações!!!


Recebi essa mensagem por e-mail de uma amiga e achei perfeita.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A longa espiral sem começo nem fim (By Daniel Poeira)

Achei esse post procurando uma imagem para as minhas aulas. Lindo texto. Só não coloco um link deste blog nos meus favoritos porque parece que a pessoa não escreve já faz algum tempo. Mas vale a pena conferir o que ele deixou na net.


Eu sempre fui obcecado por espirais.
Espirais e buracos. Desde sempre, não sei explicar por que. Não sei se existe algum estudo sobre isso, ou alguma condição psicológica que tenha isso como sintoma. Só sei que eu sempre foi obcecado com espirais. Os alvos (e círculos concêntricos em geral) sempre me pareceram muito bonitos, mas as espirais sempre foram mais cativantes. Não apenas por sua condição geométrica, e a matemática envolvida na sua criação, mas especialmente pela sua metáfora. A espiral é uma linha enrolada sobre um eixo, que cria uma ilusão de profundidade e de infinito. Ela parece desenhar um túnel, e nunca conseguimos ver o começo nem o fim dele. A linha é infinita, e assim também parece ser o túnel. Eu nunca consigo achar que é um túnel subindo. Sempre acho que é caindo. Que a espiral é um buraco sem fundo, e a qualquer momento eu posso cair lá dentro e ficar caindo e caindo por toda a eternidade. Mas talvez a espiral tenha sim um final - é só que ele está tão longe que daqui não dá pra ver. A espiral é a nossa vida: parece que está sempre girando e girando no mesmo lugar, mas na verdade a linha do tempo nunca se encontra com ela mesma. Está sempre girando em direção ao infinito, ou melhor, ao final invisível que fica lá no fim da vida. E assim seguimos girando e girando nesse túnel descendente sem fim, sempre achando que estamos andando em círculos, mas sempre um pouquinho mais próximos do fim. Que é o meio

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Os três tesouros



Mais uma vez, transcrevo o que não consigo traduzir de forma apropriada:

Os mestres taoístas alertam que, embora possuamos uma Consciência Universal, não é prudente considerar que, se Deus(*) está dentro de nós, não precisamos de mais nada.
É certo que precisamos redescobrir o sagrado dentro de nós mesmos. Mas para tal é necessário 'baixar a nossa bola', reduzir o nosso ego. Para isso o Taoísmo nos fornece três suportes, três tesouros, fundamentais para se trilhar o caminho espiritual: Humildade, Afetividade e Simplicidade.

Para se aproximar do Tao, deve-se adotar no dia-a-dia uma postura menos arrogante, não complicar a coisas e tratar os outros com mais afeto, reconhecendo suas capacidades e dificuldades, respeitando tudo e reverenciando humildemente a vida.

Como eu já disse em outro lugar, o Taoísmo nos oferece poucos princípios para seguir. Assim, devemos viver esses três tesouros, esses três valores interiores, através da prática de outros três princípios: Doação, Devoção e Transformação.
Doação ao próximo, devoção ao superior e transformação de si próprio.(...)
(Mestre Wu Jyh Cherng, Iniciação ao Taoísmo, v. I).


O restante do texto elucida o que significa agir de acordo com esses três princípio e me tocou bastante... Como eu disse em no post anterior, ainda não sei o quanto vou consequir me apropriar a aceitar das informações trazidas pelo Taoísmo, mas sei que tenho grande chances de encontrar meu ponto de equilíbrio começando por esses três tesouros.

(*)Nota: É sempre importante frisar que para o taoísmo, a palavra "Deus" se refere ao Absoluto, que não necessariamente é um ser ou uma entidade. É a forma ocidental mais próxima de compreender didaticamente o Tao.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sobre o meu processo de busca


Estou estudando (um pouquinho) o Taoísmo. Isso não é novidade. Estou novamente diante daqueles momentos da vida em que me sinto em crise, precisando construir um novo sentido para a minha existência. Ainda não sei aonde esse me levará. Talvez eu nunca saiba. Talvez eu não o termine... Sei lá... A única coisa que sei é que estou gostando de muitas coisas que venho estudando. Algumas delas, inclusive, me emocionam muito. Outras, embora eu ão as veja como ideias insensatas, apenas não fazem sentido. Eu não sei ainda como me apropriar disso tudo. É possível utilizar algumas ferramentas e não outras? Será que a minha construção não ficarpa incompleta e fazer menos sentido ainda? ... Não sei o que fazer diantes dessas informações às quais eu não consegui me conectar. Mas, por incrível que pareça, não estou ansiosa por isso. Creio que vou continuar caminhando, mais um pouco, e ver onde consigo chegar...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Aceitação


"Primeiro se aceite, tome consciência, se conheça e, depois, tente mudar e se transformar naturalmente. O caminho é longo" (Ensinamento Taoísta)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Simplicidade


Algumas coisas são ditas melhores nas palavras de quem as escreveu/disse primeiro:

"Uma das formas de se exercitar e praticar a simplicidade é não criar expectativas antes dos eventos, não complicar as coisas durante os acontecimentos e não remoer algo que já passou".
Quem vive premeditando, com a expectativa aumentada, perde a simplicidade e a paz interior.
Quem é incapaz de solucionar as coisas com objetividade tende a complicar, acrescentar, inventar, transformando uma coisa simples em algo abslutamente complexo e insolúvel.
Por fim, quem se prende ao passado desperdiça o presente e, por conseguinte, compromete o amanhã.

(Mestre Wu Jyh Chern, Iniciação ao Taoísmo, V.1)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Escolhas e Destino


Pensar na sucessão de eventos que compõem nossas vidas e nas co-incidências que os conectam sempre levanta a pergunta: Seria o destino? Ou coincidências existem? Se for o Destino, temos algum controle sobre ele? Estava escrito nas estrelas que eu teria uma ótima pessoa como companheiro e ótimas pessoas como meus filhos? Ou foram nossas escolhas, que se cruzaram de repente, e passaram a estar ligadas umas nas outras? Ou ainda, uma terceira alternativa: Seria o Destino E nossas escolhas?...
Para o Taoismo, Destino não é sinônimo de eventos pré-determinados antes de nascermos. É, antes de tudo, nossa própria vida. No momento em que chegamos ao mundo, temos que seguir com nossas vidas: as relações que construímos, as atividades que desempenhamos, os papéis que interpretamos... Não importa que esta vida dure uma hora ou 100 anos, é o nosso destino e precisa ser cumprido.
Há meios e meios de executar e finalizar uma tarefa. Se a nossa vida é uma sucessão de momentos pelos quais precisamos passar, como fruto de escolhas nossas e das pessoas a quem estamos ligadas, também há nesse caso diferentes caminhos. Existem os caminhos da esperança; da serenidade; da perseverança; da sabedoria; do amor; da paz; da amizade; do respeito; da honestidade, da coragem... também existem os caminhos da força bruta, da violência; do medo; da raiva; da culpa e do remorso...
Entre esses, existem também aqueles outros que são uma espécie de meio termo... É preciso mencionar pelo menos a sua existência, para não negar a complexidade da Vida. Mas a grande pergunta é: Que caminhos escolhemos percorrer para encontrar o nosso Caminho?
Os mestres taoístas dizem que não precisamos descer ao infernopara chegar ao céu. O que issos significa? Que embora exista o sofrimento, não necessariamente precisamos sofrer. Sempre existe a escolha de seguir nossas vidas com leveza, fazendo escolhas e agindo com com base no respeito e cuidado em relação a nós mesmos e aos outros especialmente em relação aos seus sentimentos. É claro que em um momento ou outro vamos tomar algumas decisões erradas, mas a melhor maneira de concertar nossos erros e aprender com eles é examinar os passos dados até aquele momento e pensar o que poderíamos fazer diferente se fosse possível. Mais importante ainda que isso é saber perdoar os outros e a si mesmo, de forma que possamos seguir em frente, determinados a acertar da próxima vez. Para que ficar remoendo os erros e recriminado os outros pelas escolhas ruins que fizeram? O que ganhamos com isso?
Como todas as lições que venho aprendendo, são tarefas dificílimas de executar, mas ao conseguir, teremos menos culpa a pesar sobre nossos ombros e mais oportunidades de desfrutar os pequenos momentos de felicidade que a vida nos oferece, construindo dessa forma um Destino mais iluninado...