domingo, 30 de janeiro de 2011
Simplicidade
Algumas coisas são ditas melhores nas palavras de quem as escreveu/disse primeiro:
"Uma das formas de se exercitar e praticar a simplicidade é não criar expectativas antes dos eventos, não complicar as coisas durante os acontecimentos e não remoer algo que já passou".
Quem vive premeditando, com a expectativa aumentada, perde a simplicidade e a paz interior.
Quem é incapaz de solucionar as coisas com objetividade tende a complicar, acrescentar, inventar, transformando uma coisa simples em algo abslutamente complexo e insolúvel.
Por fim, quem se prende ao passado desperdiça o presente e, por conseguinte, compromete o amanhã.
(Mestre Wu Jyh Chern, Iniciação ao Taoísmo, V.1)
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Escolhas e Destino
Pensar na sucessão de eventos que compõem nossas vidas e nas co-incidências que os conectam sempre levanta a pergunta: Seria o destino? Ou coincidências existem? Se for o Destino, temos algum controle sobre ele? Estava escrito nas estrelas que eu teria uma ótima pessoa como companheiro e ótimas pessoas como meus filhos? Ou foram nossas escolhas, que se cruzaram de repente, e passaram a estar ligadas umas nas outras? Ou ainda, uma terceira alternativa: Seria o Destino E nossas escolhas?...
Para o Taoismo, Destino não é sinônimo de eventos pré-determinados antes de nascermos. É, antes de tudo, nossa própria vida. No momento em que chegamos ao mundo, temos que seguir com nossas vidas: as relações que construímos, as atividades que desempenhamos, os papéis que interpretamos... Não importa que esta vida dure uma hora ou 100 anos, é o nosso destino e precisa ser cumprido.
Há meios e meios de executar e finalizar uma tarefa. Se a nossa vida é uma sucessão de momentos pelos quais precisamos passar, como fruto de escolhas nossas e das pessoas a quem estamos ligadas, também há nesse caso diferentes caminhos. Existem os caminhos da esperança; da serenidade; da perseverança; da sabedoria; do amor; da paz; da amizade; do respeito; da honestidade, da coragem... também existem os caminhos da força bruta, da violência; do medo; da raiva; da culpa e do remorso...
Entre esses, existem também aqueles outros que são uma espécie de meio termo... É preciso mencionar pelo menos a sua existência, para não negar a complexidade da Vida. Mas a grande pergunta é: Que caminhos escolhemos percorrer para encontrar o nosso Caminho?
Os mestres taoístas dizem que não precisamos descer ao infernopara chegar ao céu. O que issos significa? Que embora exista o sofrimento, não necessariamente precisamos sofrer. Sempre existe a escolha de seguir nossas vidas com leveza, fazendo escolhas e agindo com com base no respeito e cuidado em relação a nós mesmos e aos outros especialmente em relação aos seus sentimentos. É claro que em um momento ou outro vamos tomar algumas decisões erradas, mas a melhor maneira de concertar nossos erros e aprender com eles é examinar os passos dados até aquele momento e pensar o que poderíamos fazer diferente se fosse possível. Mais importante ainda que isso é saber perdoar os outros e a si mesmo, de forma que possamos seguir em frente, determinados a acertar da próxima vez. Para que ficar remoendo os erros e recriminado os outros pelas escolhas ruins que fizeram? O que ganhamos com isso?
Como todas as lições que venho aprendendo, são tarefas dificílimas de executar, mas ao conseguir, teremos menos culpa a pesar sobre nossos ombros e mais oportunidades de desfrutar os pequenos momentos de felicidade que a vida nos oferece, construindo dessa forma um Destino mais iluninado...
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