terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Os três tesouros
Mais uma vez, transcrevo o que não consigo traduzir de forma apropriada:
Os mestres taoístas alertam que, embora possuamos uma Consciência Universal, não é prudente considerar que, se Deus(*) está dentro de nós, não precisamos de mais nada.
É certo que precisamos redescobrir o sagrado dentro de nós mesmos. Mas para tal é necessário 'baixar a nossa bola', reduzir o nosso ego. Para isso o Taoísmo nos fornece três suportes, três tesouros, fundamentais para se trilhar o caminho espiritual: Humildade, Afetividade e Simplicidade.
Para se aproximar do Tao, deve-se adotar no dia-a-dia uma postura menos arrogante, não complicar a coisas e tratar os outros com mais afeto, reconhecendo suas capacidades e dificuldades, respeitando tudo e reverenciando humildemente a vida.
Como eu já disse em outro lugar, o Taoísmo nos oferece poucos princípios para seguir. Assim, devemos viver esses três tesouros, esses três valores interiores, através da prática de outros três princípios: Doação, Devoção e Transformação.
Doação ao próximo, devoção ao superior e transformação de si próprio.(...) (Mestre Wu Jyh Cherng, Iniciação ao Taoísmo, v. I).
O restante do texto elucida o que significa agir de acordo com esses três princípio e me tocou bastante... Como eu disse em no post anterior, ainda não sei o quanto vou consequir me apropriar a aceitar das informações trazidas pelo Taoísmo, mas sei que tenho grande chances de encontrar meu ponto de equilíbrio começando por esses três tesouros.
(*)Nota: É sempre importante frisar que para o taoísmo, a palavra "Deus" se refere ao Absoluto, que não necessariamente é um ser ou uma entidade. É a forma ocidental mais próxima de compreender didaticamente o Tao.
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